
Halo é hoje a canção mais executada nas rádios brasileiras. Baladão derramado, cuja letra fala de uma moçoila que compara o amado a um anjo, a música ficou dezenove semanas em primeiro lugar nas paradas nacionais e tocou 20 000 vezes nas emissoras de todo o país, segundo levantamento da Crowley Broadcast Analysis do Brasil, que mede a audiência das rádios. A música catapultou as vendas de sua intérprete, a americana Beyoncé. I Am... Sasha Fierce, seu último disco, vendeu 130 000 cópias no Brasil, número superior ao dos últimos lançamentos de estrelas nativas como Ivete Sangalo e Ana Carolina.
Halo é um R&B um derivado do soul, a principal vertente da música negra americana e seu êxito mostra uma mudança no gosto dos ouvintes brasileiros. Há dez anos, seus gêneros prediletos eram o sertanejo, a axé music, o samba e o rock. Os três primeiros ainda reinam, mas o rock foi substituído, com folga, pelo R&B. Beyoncé tem outras duas músicas entre as mais tocadas If I Were a Boy e Single Ladies, e seus companheiros de parada são os artistas de música negra como Rihanna, Mariah Carey e Chris Brown. Mesmo cantoras de axé como Ivete e Claudia Leitte estão fazendo canções calcadas na batida dolente do soul contemporâneo.
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