Beyoncé é a capa da edição de julho da revista W, a diva aparece com vários visuais que representam sua carreira, e ainda fala sobre diversos assuntos na entrevista exclusiva.
“Todas essas imagens tem algo em comum, em meus vídeos, sempre quero ser uma mulher poderosa, essa é a minha missão.” – Beyoncé
A diva começa contando que ao gravar uma música, ela já imagina como poderia ser o vídeo, “definitivamente tenho a imagem na minha cabeça, meio que ouço a coreografia e posso ver como vou aparecer.”
Com a vida corrida e cheia de planejamentos, até mesmo a entrevista feita por telefone foi pausada por alguns minutos, “minha amiga está vindo para o carro com o bebê, não quero ser rude, mil desculpas”, diz Beyoncé. Dez minutos depois ela retorna a ligação, “essa foi a primeira vez que isso acontece comigo, tenho certeza que pra você também”, riu suavemente para a jornalista.
Sobre o álbum 4, a cantora voltou a declarar que “este álbum vem de uma posição não preparada, atuar como Etta James no filme Cadillac Records realmente me mudou, foi um personagem escuro, e percebi que se qualquer coisa é muito confortável, eu quero correr pra longe disso, não tem graça em sentir-se segura.”
Beyoncé já tem contrato para atuar na nova versão do filme “Nasce Uma Estrela” (A Star Is Born). Desta vez, com direção de Clint Eastwood, a diva vive a cantora em ascensão que se apaixona por um ator em declínio, “ai meu Deus, isso é o que mais me assusta.”
Para comemorar o lançamento do álbum 4 no dia 28 de junho, a revista W pediu para que Beyoncé comentasse sobre alguns pontos de sua carreira.
Crazy In Love (2003) – “Acabei de completar 21 anos e esse é o meu primeiro vídeo solo, queria ser a versão feminina de James Dean e vestir uma camiseta branca icônica e um shorts jeans. Sempre penso em vestir algo que o fã possa comprar, quando era pequena tentava me vestir igual aos artistas, como Michael Jackson. Também usei um salto vermelho no vídeo, aprendi a dançar com eles aos 13 anos com as Destiny’s Child, e acabou virando a nossa imagem, tão jovem e tão glamurosa. Hoje tenho uma regra de que minhas dançarinas tem que usar salto juto comigo, elas dizem ‘por favor, tire os sapatos Beyoncé.’ Em casa fico descalça e tenho passos pesados, eles ouvem e dizem ‘oh, é a Beyoncé!’”
Deja Vu (2006) – “Gravamos em Nova Orleans bem depois do Furacão Katrina, e a coreografia era meio tribal na minha mente. Há algo espiritual em Louisiana, de onde minha família é, e pensava em Josephine Baker. Ela tinha um estilo de dança meio que possuído. Usei-a como referência e combinei com Brigitte Bardot no penteado, gosto de misturar coisas que muitos não colocariam juntas. Elas tinham essa influência francesa que é bem forte em Louisiana.”
Sasha Fierce Album Art (2008) – “Estou vestindo uma armadura de ouro por José Barrera, era difícil colocar os meus braços para baixo, e por isso fiz a foto com eles para cima. Sasha Fierce nasceu no vídeo Crazy In Love, naturalmente sou tímida e estava acostumada em me apresentar em grupo, mas como Sasha Fierce, eu estava por mim mesma.”
Single Ladies (2008) – “Minha mãe fez os collant no dia anterior do vídeo, novamente, queria vestir algo que qualquer fã também pudesse. Sou obcecada pela Bob Fosse, sempre vi esse vídeo como bem simples, bem inspirada na Fosse. Era um dos dias mais quentes em Nova Iorque, e não sabíamos naquela hora, mas estávamos gravando em um estúdio pornô. Fiquei suspeita porque todos camarins tinha um tema, eu estava na sala da selva, e percebi que haviam feito uma cena pornô ali. Não tinha ar condicionado no estúdio e aquilo adicionou para o drama, estávamos brilhando e suadas.”
Telephone (2010) – “Gaga é minha garota! Sou a maior fã dela. Quando a vi se apresentar pela primeira vez liguei e disse ‘você é ótima!’ Isso foi antes da popularidade dela, tivemos uma conexão natural. Mais tarde, ela pediu pra que eu fizesse um vídeo com ela, e eu disse, ‘confio em você, Gaga, farei o que você quiser que eu faça.’ Eu virei uma má, má garota. Tive inspiração na Bettie Page, e o vídeo acabou que parecendo um filme do Quentin Tarantino. Ele nos deu a benção e até emprestou o carro Pussy Wagon de Kill Bill, minha mãe disse, ‘você precisa usar o carro?’”
Why Don’t You Love Me (2010) – “Estava pensando em Bettie Page e queria fazer algo inspirado nela. Esse vídeo foi um segredo, paguei por ele, fiz a co-direção e não disse para minha gravadora. As roupas e jóias são do meu guarda-roupa, as perucas são minhas, e fiz minha própria maquiagem. Criamos oito visuais nessa grande casa de um produtor que trabalhou com Dorothy Dandridge, ele tinha fotos dela na parede, então o espírito de Dorothy estava no vídeo também. Amo filmes Super 8 e queria ter aquelas cores saturadas, é um drama diferente com as lágrimas, martinis e cigarros, queria trazer o passado para o presente.”
Run The World (2011) – “Esse é o suporte de poder, o próximo capítulo da minha vida. Faço esse trabalho porque me deixa alegre e inspira as pessoas. No vídeo, acima de tudo queria mostrar que tenho orgulho de ser mulher. Li sobre homens africanos de poder que tinham hienas de estimação, minha intenção era criar um mundo no qual as mulheres dominam, então no vídeo eu tenho aquelas hienas. Tenho sujeira no vestido, mas ainda sim pura e magnificente. Queria elevar o aspecto de teatro para criar um ponto: mulheres comandam.”


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