
O engenheiro de gravações de Beyoncé “DJ Swivel” Young deu uma entrevista a Billboard.com falando sobre como foi trabalhar na produção de “4″, quarto álbum de estúdio de cantora. Confira as perguntas e respostas traduzidas abaixo:
Quando você descobriu que iria trabalhar com Beyoncé?
Young: Um amigo meu, Omar Grant, que trabalhava na Epic Records na época, já tinha trabalhado com o Destiny’s Child há alguns anos. E Beyoncé estava precisando de um engenheiro. Isso foi em abril de 2010. Ela tinha terminado o último álbum e estava pronta para voltar. Beyoncé queria gravar uma nova música. Eu entrei e ela me disse que eu tinha feito um bom trabalho. Alguns meses depois, fui chamado para mais sessões.
Young: Um amigo meu, Omar Grant, que trabalhava na Epic Records na época, já tinha trabalhado com o Destiny’s Child há alguns anos. E Beyoncé estava precisando de um engenheiro. Isso foi em abril de 2010. Ela tinha terminado o último álbum e estava pronta para voltar. Beyoncé queria gravar uma nova música. Eu entrei e ela me disse que eu tinha feito um bom trabalho. Alguns meses depois, fui chamado para mais sessões.
Então nós trabalhamos todos os dias, sem pausas. A B é uma máquina. Gravamos mais de setenta músicas. Foi, de longe, a maior experiência que já tive em um estúdio. Passei mais tempo com Beyoncé no ano passado do que com a minha família em seis anos (risos).
Algumas partes do “4″ foram gravadas em outro país, não foram?
Nós alugamos uma mansão na Austrália. Em uma sala, Kanye West e Jay-Z estavam trabalhando no “Watch the Throne” deles, e nós estávamos em outra sala, gravando o “4″. Foi incrível. Jay e Kanye gravando na sala de estar… então nós transportamos todo o equipamento, alugamos o que precisávamos e construímos dois estúdios. Beyoncé e eu gravamos em uma sala de cinema.
Nós alugamos uma mansão na Austrália. Em uma sala, Kanye West e Jay-Z estavam trabalhando no “Watch the Throne” deles, e nós estávamos em outra sala, gravando o “4″. Foi incrível. Jay e Kanye gravando na sala de estar… então nós transportamos todo o equipamento, alugamos o que precisávamos e construímos dois estúdios. Beyoncé e eu gravamos em uma sala de cinema.
Mas o primeiro estúdio que fomos fora do EUA foi na Inglaterra, em um lugar chamado Bath. Peter Gabriel tem um estúdio em uma vila que parece “O Senhor dos Anéis”, chamada Real World Studios. Beyoncé e eu estávamos na sala particular de Gabriel. Lá estavam todos os instrumentos musicais que ele adquiriu na vida dele, todos pendurados na parde. Era uma casa mágica de música. Um espaço realmente criativo.
Beyoncé é uma tirana no estúdio?
(Risos) Ela é, mas não de uma maneira autoritária. Ela é muito delicada… quando você trabalha. Tenho orgulho de ser realmente rápido e de ter sido capaz de realizar todas as ideais que ela quis. Porque ela trabalha, e, se você não está produzindo, ela vai encontrar alguém que o faça.
(Risos) Ela é, mas não de uma maneira autoritária. Ela é muito delicada… quando você trabalha. Tenho orgulho de ser realmente rápido e de ter sido capaz de realizar todas as ideais que ela quis. Porque ela trabalha, e, se você não está produzindo, ela vai encontrar alguém que o faça.
Uma das músicas que vazaram, “Party”, tem um pegada bem R&B dos anos 90. Como vocês fizeram isso?
Foi a primeira música que eu editei com ela, antes mesmo de começarmos o álbum. Kanye mandou a música para ela, e a inspiração nos anos 90 já estava lá. Beyoncé estava fazendo experiências… com tudo. “Party” soa como um almoço no verão. Ela conseguiu chegar a esse ponto nos vocais dela.
Foi a primeira música que eu editei com ela, antes mesmo de começarmos o álbum. Kanye mandou a música para ela, e a inspiração nos anos 90 já estava lá. Beyoncé estava fazendo experiências… com tudo. “Party” soa como um almoço no verão. Ela conseguiu chegar a esse ponto nos vocais dela.
Uma das pressões de se ser Beyoncé é que você deve lançar moda. Todo mundo se inspira nela para criar o que vem depois. Não tem nada nas rádios que soe como “Run the World”.
Minha faixa favorita está na versão deluxe do “4″. É uma música chamada “School & Life”. É uma coisa meio Prince. The-Dream escreveu e produziu a faixa, e ela é basicamente sobre a vida e sobre crescer. Foi uma das últimas a serem gravadas. Assim que eu a ouvi, eu disse para a B “É essa… eu amo essa música.” E eu tive a oportunidade de mixar a faixa. Foi incrível ela me deixar fazer isso.
Parece que os engenheiros de gravação estão se tornando uma espécie em extinção, agora que qualquer um pode comprar o Pro Tools (software de edição de som).
É fácil as pessoas terem seus próprios equipamentos em casa e produzir algo decente. Mas o problema é que muitas pessoas não sabem como gravar. Você pode ter o melhor microfone e o melhor equipamento, mas então seus vocais ficam distorcidos. Um dos problemas é que os jovens estão acostumadas a ouvir MP3s… num volume alto. Elas não se importam com a qualidade sonora da música. Mas não se pode lutar contra a tecnologia (risos).
Parece que os engenheiros de gravação estão se tornando uma espécie em extinção, agora que qualquer um pode comprar o Pro Tools (software de edição de som).
É fácil as pessoas terem seus próprios equipamentos em casa e produzir algo decente. Mas o problema é que muitas pessoas não sabem como gravar. Você pode ter o melhor microfone e o melhor equipamento, mas então seus vocais ficam distorcidos. Um dos problemas é que os jovens estão acostumadas a ouvir MP3s… num volume alto. Elas não se importam com a qualidade sonora da música. Mas não se pode lutar contra a tecnologia (risos).
Você já pensou “Eu tenho 26 anos e estou trabalhando com uma superestrela mundial. Pode ficar melhor que isso?”
Sim (risos). Tem sido uma jornada e tanto. Mas o importante é que eu nunca parei. Nunca tirei férias. Quando você não está no meio, você perde oportunidades. É por isso que eu não vejo problemas em ficar 120 horsa por semana em um estúdio. A ética no trabalho foi o que me ajudou a chegar onde eu estou, mixando discos de Beyoncé. Nenhuma outra pessoa de 26 anos pode dizer isso.
Sim (risos). Tem sido uma jornada e tanto. Mas o importante é que eu nunca parei. Nunca tirei férias. Quando você não está no meio, você perde oportunidades. É por isso que eu não vejo problemas em ficar 120 horsa por semana em um estúdio. A ética no trabalho foi o que me ajudou a chegar onde eu estou, mixando discos de Beyoncé. Nenhuma outra pessoa de 26 anos pode dizer isso.
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